A aldolase é uma enzima essencial no metabolismo energético, especialmente na via glicolítica. Ela catalisa a conversão da frutose-1,6-bifosfato em gliceraldeído-3-fosfato e di-hidroxiacetona fosfato, duas moléculas que seguem na produção de energia celular.
No corpo humano, existem três isoformas principais: aldolase A (predominante nos músculos e glóbulos vermelhos), aldolase B (no fígado, rins e intestino) e aldolase C (no cérebro). A dosagem da aldolase no sangue é um exame auxiliar para diagnosticar condições que afetam esses tecidos.
Quando o exame de aldolase é solicitado?
O médico pode solicitar a dosagem de aldolase quando há suspeita de doenças musculares, como distrofia muscular, polimiosite ou dermatomiosite. Também é útil na avaliação de doenças hepáticas, como hepatite viral ou cirrose. Em alguns casos, níveis elevados podem estar associados a certos tipos de câncer.
Valores de referência
Os valores normais de aldolase variam de acordo com o laboratório e a metodologia utilizada. Geralmente, os valores de referência situam-se entre 1,0 e 7,5 U/L (unidades por litro) para adultos, mas podem diferir entre crianças e idosos. É fundamental que a interpretação seja feita por um médico.
O que significam resultados alterados?
Níveis elevados de aldolase podem indicar lesão muscular, hepatite, cirrose, infarto do miocárdio ou alguns tipos de câncer. Níveis reduzidos podem ser observados na deficiência de aldolase B, que causa intolerância hereditária à frutose. Em qualquer caso, os resultados devem ser correlacionados com outros exames e com a avaliação clínica.
O exame de aldolase é simples, realizado com coleta de sangue venoso, e não requer preparo especial. No entanto, é importante informar o médico sobre medicamentos em uso, pois alguns fármacos podem interferir nos resultados.
Embora a dosagem de aldolase tenha sido amplamente substituída por marcadores mais específicos, como a creatinoquinase (CK), ela ainda pode ser útil em contextos clínicos selecionados.